História

Prólogo
  Hoje em dia, em pleno século XXI há guerras e sangue que nunca mais acaba, um século onde todos querem a paz, aqueles que perderam alguém precioso, suas casas, suas vidas, por a ambição de um Rei que há séculos, passando sua ambição de geração em geração, de filho para filho, que tenta governar o mundo e o tornar como uma prisão, um mundo de tristeza e desespero, onde todos o temessem e controlasse tudo.
  Um mundo, um século, onde todos tem a esperança deste derreamento de sangue acabar, e com ela alcançar a paz, ninguém sabe o que é medo e dor até uma guerra acontecer, um ciclo de tristeza, ódio, sangue e de medo cresce. Um mundo, onde as armas, como pistolas ou metralhadoras foram destruídas no final da Segunda Grande Guerra Mundial, para acabar com este ciclo que sempre acontece e seu uso foi proibido. Porém os humanos são criaturas desprezíveis que só sabem conviver com sangue e guerra, procurando poder e então voltaram a fabricar outras armas, umas armas perdidas pela história, as espadas, uns fabricaram para alcançar o poder, outros para alcançar a paz.
  Para além de todos estes problemas este mundo contém magia, mas o bom é que é raro quem tenha, os Reis que tentam poder há séculos, exceto este deste século, e o chefe da maior Organização do Mundo que tenta encontrar a paz, mas para ser chefe, precisa de coragem, bondade, determinação, lealdade, força e ser justo, alguns chamam eles de “Heróis”, outros de “Vilões” e outros de “Máfia”, mas a maneira mais correta de os chamar é de Vongoliora. O chefe normalmente possui o poder dos quatro elementos tal como o Rei, Terra, Água, Fogo, Ar, o que é raro, muito raro quem tenha, por isso, se forma uma família, o Chefe da Família Vongoliora que possui todos os elementos, quem possui a magia da Terra, a magia da Água, a magia do Fogo e a magia do Ar, todos da Vongoliora são como família, se protegem uns aos outros, e cada um dos possuidores de tal magia devem passar em testes e ver se são dignos da confiança do chefe, e de tal ligação, e cada um deles e cada chefe de cada divisão, possui um Vice-Chefe, e todos estes subordinados de confiança de toda a família.
  O mundo vive com medo há sete gerações, com estes sete Reis e o mundo sofreu e teve medo mas o mundo se preparando para a guerra, acabou por evoluir, encontraram curas para várias doenças graves ou raras, novos modelos de casas, belas cidades (mas vazias por todos estarem em casa com medo), grandes jardins, eletricidade, computadores, internet, televisão, rádio, fones para ouvir música, telemóveis. As pessoas se refugiam em casa nestes novos aparelhos, um lugar onde falam com seus amigos (mas com cuidado do que falam para não serem mortos pelo Rei, pois ele controla todas estas coisas) mas sempre dá para distrair, uma maneira de sorrir e sobreviver. Estes séculos foram todos assim, com medo, mas agora com o nascimento de duas crianças pode mudar.






Capítulo I
  Quase no final do século XX, no ano de 1995, mais precisamente no dia 2 de Agosto, numa noite escura onde a lua estava vermelha e as nuvens tapavam as estrelas com o ar sombrio que pairava, duas crianças nasceram, dois irmãos falsos, ambos com um grande poder, a magia, e de conseguirem controlar os quatro elementos existentes no mundo.
  Um chamava-se John Hale, em honra do terceiro chefe da Vongoliora que quase conseguira trazer a paz, com esperança que este bebé conseguisse ser livre e feliz. Este menino era pequeno e indefeso como todos os bebés que acabam de nascer, quando nascera media cerca de 48 centímetros, este tinha um cabelo castanho para o preto como sua mãe, seus olhos eram brilhantes como as estrelas do céu, uns lindos olhos castanhos como seu pai, o menino estava corado e sorridente, parecia feliz, e com sua mão esquerda, com uma pele macia, segurava a mão de seu irmão. O irmão de John, era mais pequeno que ele, media quarenta centímetros, e seu cabelo, como o do seu pai, era loiro puro, lisinho, parecia um anjo caído do céu, e tal como seu irmão, seus olhos brilhavam como as estrelas do céu escuro que guiam para um novo e brilhante futuro, eram uns lindos olhos azuis como os da sua mãe, e ao contrário de seu irmão, sua mão livre, a mão esquerda, parecia segurar algo, segurar uma espada e pronto a lutar e defender seu irmão, este lindo bebé se chamava Will Hale, um nome para o guiar a um novo e brilhante futuro.
  Seus pais vivam num campo destruído pelo Rei, com árvore caídas e queimadas, num esconderijo subterrâneo muito bem equipado, longe da cidade para não serem encontrados, para não serem mortos pelo Rei, e para conseguir elaborar planos, pois seu pai, um homem alto, belo, que tinha um cabelo loiro, com um pouco de cabelo para à frente e bem arranjado como o seu filho Will herdara, e uns olhos castanhos belos, que seu filho John lhe tinha herdado. Ele vestia um fato elegante preto com camisa branca, quando estava em trabalho ou perante seu chefe, mas quando não tinha nada disso, vestia-se normal, t-shirt de cores vivas, nada escuro de preferência para ele, calças de ganga e sapatilhas, mas levava sempre a espada com ele e do lado do coração um brasão na t-shirt ou no fato. Ele era chefe de ataque da Vongoliora, tal como todos os membros procura trazer a paz de volta à Terra, ele se chamava Arthur. Sua mãe era mais baixinha, era engraçado vê-los juntos, aquilo os tornava fofos, ela tinha o cabelo castanho para o preto, o mesmo tipo de cabelo que o pequeno John lhe tinha herdado, um lindo cabelo comprido, e os olhos eram azuis, muito azuis, aqueles olhos que fizera o pai dos meninos se apaixonar de imediato quando os vira, os mesmos olhos que o pequeno Will herdara, ela vestia sempre vestidos até aos joelhos, sapatos rasos a condizer, e uma bandolete no cabelo, ela era realmente linda, e admirava e temia pelo futuro de seus filhos, de seu amor, e do mundo, mas conseguia esconder isso, e continuar em frente, sendo forte, e dando sempre apoio a todos da Vongoliora e seu amor, ela se chamava Marion Hale.
Quando cinco anos se passaram do nascimento dos meninos, mais ou menos no dia 12 de Agosto de 2000, um homem com cerca de cinquenta e seis anos, com dois homens de fato preto igual ao pai dos meninos, e com óculos escuros, altos e fortes, dois subordinados, apareceram em casa dos meninos, o homem tinha cabelo e barba branca, olhos castanhos cheios de bondade, simples e brilhantes, ele tinha uns olhos, um olhar e um sorriso sinceros, o homem no lado do coração tinha o mesmo brasão que o do pai dos meninos, e o pequeno Will reparara admirado no belo e estranho anel que o homem possuía, com o mesmo brasão, duas espadas a se cruzarem, e o mundo à volta das espadas, e o significado até era bem simples “Parou de guerra, de sangue e de espadas, o mundo é de todos”, as espadas eram de prata, e o resto era azul, da cor do lindo céu azul, a cor azul celeste, a representar a tranquilidade e a paz, estávamos todos à frente da porta de entrada a receber a visita, o homem entrou, e os subordinados ficaram à porta, da parte de fora, os pais passados estes cincos anos pareciam não ter mudado continuavam iguais, e o pequeno Will ao ver aquele homem estranho escondeu-se atrás do seu “herói”, seu pai, ele continuava pequeno, seu cabelo crescera junto com ele nos cinco anos que passaram, ele vestia nesse dia uma t-shirt vermelha, calças de ganga e sapatilhas e na sua mão esquerda segurava um desenho, e seu irmão John, ficava à frente de sua mãe, contente por ver alguém, de fora, alguém diferente do normal. O homem quando entrou sorriu e falou com uma voz doce:
   -Olá John, olá Will, fico feliz em finalmente conhecer-vos, e a vocês Marion e Arthur, fico feliz em revê-los.
  -Olá… -Responderam os meninos a medo e os pais com confiança.
  -Estão com medo? Não precisam. – Disse o homem ainda a sorrir.
  -É sempre um prazer receber-te aqui em casa, és sempre bem-vindo, meninos este é o chefe do pai, mas também amigo. – Disse a mãe dos meninos com a mesma tranquilidade de sempre.
  -Amigo? Que é isso papá? – Perguntou o pequeno Will enquanto seu pai lhe pegava ao colo.
  -Bem… amigo é alguém em quem confias, nunca abandona, está sempre ao teu lado, nos bons e maus momentos, ajudam-se e são capazes de dar sua vida para o salvar. – Respondeu Arthur o pai dos meninos, com uma voz doce e sincera, juntamento com um lindo sorriso.
  -A sério papá? Então se este senhor é teu amigo… podemos confiar nele? – Perguntou o pequeno Will ainda no colo do pai.
  -Sim podemos Will. – Respondeu o pai dos pequenos colocando o Will no chão.
O pequeno Will quando saiu do colo do pai dirigiu-se ao homem, pegou pela mão como quem diz “Abaixe-se por favor”, o homem assim se abaixou e o Will o abraçou, e o homem ficou com sua alma e seu espírito admirado e espantado, mas continuava a sorrir, e ninguém percebeu, e quando largou o homem ofereceu um pequeno desenho, de um pássaro a andar por um lindo céu azul e relva limpa e bastante verde, e podia ter cinco anos, mas não desenhava como uma criança, ele tinha bastante talento, estava lindo mesmo.
  -Que é isto? Que desenho lindo é este? – Perguntou o homem.
  -É um desenho que fiz, agora é do senhor como agradecimento de ser amigo e proteger meu papá.
  -Não precisas de agradecer, eu faço porque gosto e quero, e já agora, não me trates por senhor, eu me chamo Joseph Collins, muito prazer Will. Podes explicar o significado deste lindo desenho?
  -Prazer Sr.º Joseph. – Disse o pequeno Will a sorrir com um olhar de confiança. – Esse desenho representa a liberdade, o pássaro é livre como todos seremos, o céu e a relva verde representa a nossa terra que voltará a ser linda, um lugar onde todos vamos ser felizes e livres. – Explicou.
  -Gostei muito, obrigado Will. – Disse o Sr.º Joseph.
 O Sr.º Joseph levantou-se, e com a mão direita pegou na mão do Will e dirigiram-se ao John e lhe sorriu.
  -Prazer John.
  -Prazer Sr.º Joseph, desculpe, meu irmão lhe deu algo, mas eu… não sei o que oferecer. – Disse o pequeno John com um olhar triste.
   -Não precisas de oferecer nada. – Disse o Sr.º Joseph a sorrir. – Tendo tudo o que podes oferecer bem aqui. – Disse apontando para o coração de John. – O amor, a determinação, a esperança, agarra-te a isso e serás feliz, cuida de todos os que amas com essas qualidades, e acredita que um dia seremos livres e felizes, acredita que iremos alcançar nossos objetivos.
   John sorriu e abraçou o Sr.º Joseph, enquanto que ele segurou a mão de John com a sua mão livre, a esquerda, se dirigiu com os meninos até aos seus amigos, e largando as mãos dos meninos gentilmente abraçou o pai e a mãe dos meninos mas com menos força para não a magoar, pegou em dois rebuçados e deu ao John e ao Will.
   -Temos muita coisa para falar Arthur, não te importas?
   -Claro que não, vamos até à sala para falar melhor, meninos vão brincar para o quarto pode ser?
   -Pai, podemos ir lá para fora um pouco com aqueles dois senhores? Por favor? – Perguntou o John.
   -É melhor não.
    -Porque não Arthur? William! Logan! Venham cá! – Chamou o Sr.º Joseph e ambos entraram, por a porta ter ficado encostada. – Vocês não se importam de cuidar deles aí fora? Eles provavelmente passam muito tempo cá dentro, e eu preciso de falar com o Arthur.
   -Claro que não chefe, será um prazer. – Disse o mais baixo que parecia ser o Logan e ambos tiraram seu ar de trabalho para relaxamento, pegando nos dois meninos e os levando lá fora para brincar.
   -Vocês não se importam que oiça pois não? – Perguntou Marion.
  -Claro que não. – Respondeu Arthur lhe dando um beijo na testa.
  -Bem, vão indo para a sala, vou preparar umas bolachas e um chá para todos. – Disse Marion com um pequeno e belo sorriso.
 Ela se dirigiu à pequena cozinha, com armários para a comida, para a loiças e para detergentes, do lado direito da porta um fogão ao fundo junto ao frigorífico, um lava-loiças no meio dos armários e das bancadas e no centro uma mesa grande com oito lugares com uma toalha azul escura e preparou um chá para os três, e bolachas com bocados de chocolate para todos, distribuindo por dois pratos de plástico, para eles na sala, e para os que estavam na rua, pegou em quatro pacotes de Ice Tea de Pêssego, e colocou tudo num tabuleiro, tudo isto enquanto ambos, o Arthur e o Sr.º Joseph se sentavam na sala.
  Marion, chegou à grande sala com plasma, três sofás grandes, um virado para o grande plasma e à frente da porta e outros dois, um do lado esquerdo e outro do lado direito, virados um para o outro com uma mesinha no centro, atrás do sofá do lado esquerdo estava um canto para o Will e o John brincarem, ela colocou na mesa as três chávenas de chá, e o prato de bolachas para eles, e ao verem os pacotes de Ice Tea e as bolachas ambos perceberam que era para os meninos e os outros dois homens. Ela abriu a porta da entrada e distribui pelos quatro e colocou o prato das bolachas entre eles.
    -Espero que ambos gostem de Ice Tea de Pêssego, William e Logan, não sabia o que preferiam e para beber aqui fora, achei ser o melhor.
    -Está ótimo Sr.ª Hale. Muito obrigado. – Responderam
    -De nada então, e me tratem só por Marion, estejam à vontade.
    -Obrigado mãe!
  Marion voltou para dentro e sentou-se ao lado de Arthur que a envolveu em seus braços passando segurança e Joseph começou a falar.
   -Minhas suspeitas estavam certas, o Rei não consegue usar magia, não pode ter filhos, está vulnerável. – Falou.
   -E isso não é bom? – Perguntou Marion.
   -Talvez sim, talvez não. – Falou Joseph.
   -Como assim? – Perguntou de novo Marion.
   - Como não pode ter filhos, e não tem magia, irá atrás de crianças com magia poderosa, que tenham os quatro elementos todos para o suceder e o proteger, uma criança com ambição de poder também. – Explicou Arthur e a Marion ficou perplexa.
   -Continuando, estes meninos são poderosos, têm magia, e os quatro elementos, podem até me superar. – Falou Joseph
   -O quê?! – Falaram os pais dos meninos espantados.
   -Sim, é verdade, eu senti quando eles me abraçaram, e se vocês não se importarem, gostava que o Will sucede-se-me já que não tenho filhos.
   -O Will? – Perguntou a Marion ainda espantada.
   -Sim, tenho um pressentimento, um bom pressentimento.
   -Confio em ti, achas que ele irá conseguir? – Perguntou Arthur mais calmo.
  -Sim acho. – Respondeu Joseph
  Ambos hesitaram, mas perceberam que Joseph podia ter razão, e mais valia tentar do que o mundo acabar na desgraça.
    -Tudo bem, vamos confiar em ti, e no Will. – Falaram os dois pais calmamente, mas por dentro cheios de medo de seu filho morrer, mas sabiam que provavelmente era o melhor.
    -Obrigado, irei então anunciar o novo chefe, que irá suceder a Vongoliora, e a mim, sendo o Sétimo Chefe da Vongoliora e iremos rezar e esperar que ele traga a paz e a liberdade que há tanto tempo todos nós sonhamos. – Falou Joseph a sorrir e a levantar.
  Ele dirigiu-se à porta de entrada juntamente com Arthur e Marion, abriu-a.
    -Meninos, venham para dentro! – Gritou Arthur e vieram de imediato a correr com os subordinados. – Despeçam-se de todos.
     -Alguma coisa de anormal? – Perguntou Joseph a seus subordinados.
     -Não senhor! Só que estes dois meninos são energéticos e muito simpáticos. – Respondeu William.
     -Portem-se bem meninos, e não chateiem muito os vossos pais! – Disse o Logan para os meninos, e eles abraçaram os dois.
  Os meninos a seguir ao abraço aos subordinados abraçaram Joseph, que depois daquele abraço, dirigiram-se para um carro preto com vidros escuros, e entraram.
    -Adeus Hales! Até à próxima! Fiquem bem e tenham cuidado! – Falou Joseph.
    -Adeus! – Responderam todos a acenar enquanto viam o carro a desaparecer.
  Os meninos foram a correr até seus quartos felizes, enquanto seus pais se olhavam assustados com o futuro que os aguardava e com medo de seus queridos e amados filhos acabarem por sofrer com tudo o que estava a acontecer.




 Capítulo II

  Três anos de perigo e medo se passaram, o Rei George, um homem de cabelo escuro como a noite, uns olhos negros que vinham junto com as trevas, um homem alto que metia medo só de o ver, invadiu cidades e vilas espalhando o caus e o medo.
   Arthur Hale teve bastantes missões a organizar enquanto planeava um ataque em grande escala contra o Rei, mas este estava sempre um passo à frente e acabou por falhar, e o medo começava a instaurar em todo o mundo com os novos aliados que este Rei conseguira.
   No dia 7 de Setembro de 2003, O Rei George mandou suas tropas invadir a cidade para recolher dinheiro, destruir prédios com bombas então acabaram por causa sangue e muita gente gravemente ferida ou até mortas para que todos o temessem e lhe obedecessem.
   Nesse dia Arthur junto com sua mulher e seus filhos que tanta amava, para descontrair foram a um fórum da cidade perto de seu esconderijo, todos eles iam com capas com capuz para não serem reconhecidos, e Marion e Arthur estavam com espadas escondidas atrás das capas como sempre.
   O fórum de repente se encheu de medo, pânico, feridos, sangue e mortes rapidamente, com a chegada das tropas do Rei George, uns homens altos, vestidos de preto e com longas e afiadas espadas já cobertas de sangue.
   -Vai! Leva-os daqui! – Falou Arthur enquanto pegava na espada escondida na sua capa azul escura desembrenhou-a enquanto se ouvia gritos de dor e de medo junto com bombas.
   -Papá! – Gritaram os meninos agarrados ao seu pai e ele se abaixou os abraçando.
 Um dos soldados do Rei George revestido de sangue dos inocentes ia atacando Arthur, mas Marion pega rapidamente sua espada escondida na capa verde escura e lhe espeta no coração o matando.
   -Obrigado Marion! Vão com a vossa mãe meninos.
   -E tu papá? – Perguntou o pequeno John assustado.
   -Não queremos te perder! – Conclui Will.
   -Vocês não me vão perder, tenho que salvar o máximo de inocentes possível, eu vou voltar.
   -Prometes? – Perguntaram ambos os meninos com um olhar de medo e assustado.
   -Prometo! – Falou Arthur com confiança então os meninos o largaram e ele levantou-se. – Encontramo-nos no carro!
  Eles estavam no primeiro andar e de lado dava para ver o sangue derramado e as pessoas inocentes ali no chão feridas… ou mortas. Eles se separaram, Arthur pela direita em direção às tropas atacando-os e dando indicações aos inocentes para ajudarem os feridos a sair, enquanto Marion fugia com seus filhos pelo lado esquerdo indo pelos caminhos que não tinha muita gente até ao carro, mas pelo caminho eles se encontraram com um menino de oito anos atrás de uma mulher morta a ser massacrado e quando iam para esfaquear o menino com uma faca grande, o pequeno Will a correr se coloca na frente dele sendo ele esfaqueado na barriga e ainda pressionava mais e rodou ainda a faca, mas ele ficou em pé a sangrar e olhou no homem e seu espírito se encheu de coragem e com a necessidade de defender alguém inocente e indefeso, descontroladamente e sem se aperceber usou magia um dos elementos, o fogo, e o homem começou a arder de dentro para fora, mas começou a fugir com pavor.
    -Will! – Gritou Marion, John e Arthur que tinha acabado de chegar com o ombro esquerdo esfaqueado e vão a correr até ele.
   -Mano! Estás bem?
   -Sim – Disse o pequeno Will tentando ser mais forte que a dor. – Pai! Mãe! Mano! Não podemos deixá-lo aqui! – Disse olhando para os pais apontando para o lindo menino cheio de sangue, dele próprio de ter sido espancado e do sangue da mulher morta ali deitada, ele era um menino de cabelo castanho-escuro, olhos também escuro baixinho.
  A mãe dos meninos, linda como sempre, em suas calças de ganga, t-shirt azul, sua capa verde escura, seu cabelo ondulado e solto foi até ao menino ajoelhou-se à frente dele e este com medo encolheu-se e tremia enquanto todos os outros os viam.
     -Olá, como te chamas? – Perguntou Marion com uma voz doce.
    -Chamo-me Thomas Evan. – Respondeu a medo.
    -Prazer Thomas! Eu chamo-me Marion Hale, meu marido Arthur, e meus filhos, o mais alto, de t-shirt branca e calças de ganga é o John e o que te salvou de t-shirt também branca um pouco agora vermelha e calças de ganga é o Will.
    -Muito prazer. Desculpem, principalmente a ti Will, desculpa. – Falou com medo, tristeza por perder sua mãe e culpa pelo Will se ter ferido.
    -Ei! Se estás preocupado com isto esquece! Eu o fiz porque eu quis, não iria conseguir viver ou dormir se alguém inocente morresse à minha frente enquanto assistia. – Falou Will a sorrir.
  O menino ficou mais feliz, contagiado com a força, a coragem e a determinação de Will, e decidiu que queria ser amigo dele e a partir dali começou a admirar todas aquelas pessoas.
     -Esta senhora era a tua mãe? Tens pai? Família? – Perguntou Marion.
     -Sim… esta senhora era a minha mamã e todos da minha família foram mortos pelo Rei George. – Disse chorando e a Marion o abraçou.
      -Raios! – Gritou Arthur batendo na parede. – Aquele idiota só sabe destruir a felicidade, a liberdade e a vida dos outros?!
     -Calma papá. – Disse o John o abraçando e então com aquelas palavras Arthur sorriu.
    -Queres ficar connosco? – Perguntou Marion.
     -A sério? – Perguntou Thomas com um olhar cheio de esperança.
    -Sim, claro! – Reforçou Arthur.
    -Vamos ser amigos e viver juntos. – Falou John.
    -Vamos ser melhores amigos, como irmãos, um novo maninho né John? – Falou Will tentando aguentar aquela dor.
    -Uhum. – Disse John a sorrir.
  O menino feliz abraçou aquela linda mulher e olhou para a sua mãe ali morta quando ouviram alguém a chegar.
    -Rápido! Vamos! – Sussurrou Marion a todos.
  Ela pegou na mão direita do Thomas que acabou por aceitar aquela mudança e aquelas pessoas. Arthur pegou pela mão direita do fraco e pequeno Will e ia pegar na mão do John mas ele agarrou antes e começou a correr em direção ao carro e Marion foi atrás com o Thomas. Desceram até ao estacionamento, até ao seu carro, um BMW M3 preto, Arthur colocou o Will no banco de trás no meio, John sentou-se do lado esquerdo de seu irmãozinho fazendo pressão com um pano na ferida para não perder mais sangue, e Marion sentou o Thomas do lado direito do Will e Arthur e Marion foram para a parte da frente do carro ainda fora dele.
   -Eu conduzo! – Falou Marion.
   -Eu conduzo, estou ótimo! – Defendeu-se Arthur.
Marion tocou na ferida do Arthur, e ele escolheu-se por causa da dor e percebeu que com o ombro daquele jeito não o podia mexer muito.
    -Pára! Pára! Ok, conduzes tu, venceste! – Implorava Arthur pegando nas chaves do bolso esquerdo enquanto se sentava no banco do passageiro dando a Marion que já estava no banco do condutor. Ela ligou o carro e saiu do fórum até que viram que estavam a ser seguidos. – Conduz rápido e vai pela rua principal, lá tens várias ruas ligadas umas às outras. Entra numa delas para os despistar! – Aconselhou Arthur e ela assim fez.
  Passados trinta e sete minutos conseguiram os despistar.
   -Que acham de pizza pré-cozinhada para quando chegarmos a casa? – Perguntou Marion a sorrir e a rir.
   -A sério Marion? Neste momento? – Falou Arthur.
   -Rir é o melhor remédio. – Falou John. – Foste tu que nos ensinaste isso papá.
   -Pois foi! – Admitiu rindo.
 Thomas ainda tímido ficou em silêncio observando esta família.
   -Que achas de pizza Thomas? – Perguntou Arthur.
   -Eu gosto, por mim tudo bem. – Falou timidamente.
  -Então todos concordam, fica pizza! – Falou Will e todos concordaram sorrindo.
A viagem ia a correr bem, andaram às voltas para ter a certeza que não iam ser seguidos durante treze minutos até que Will fraco pela grande ferida acabou por desmaiar.
   -Mãe! Pai! O Will…. Ele desmaiou! – Gritou John muito preocupado.
 Thomas estava perplexo a pensar que era culpa dele, Marion acelerou em direção do esconderijo, John apertava mais o pano contra a ferida e Arthur pegou no telemóvel e telefonou ao Sr.º Joseph.
   -A pulsação está a diminuir! – Gritou de novo John.
   -Aguenta Will por favor! Não me abandones, não me deixes, tu salvaste-me! Tu e o John são meus maninhos agora, meus melhores amigos. – Falou Thomas preocupado.
  -Chefe? Sou eu o Arthur, o fórum foi atacado pelo Rei George (…) Eu estava lá com a Marion e os miúdos e eu e o Will acabamos feridos ele está bastante ferido, mais que eu, acabou de desmaiar, não se importa de vir até cá para falar melhor e mandar uns dois médicos pelo menos por favor? (…) Ok, estaremos à espera no esconderijo estou a chegar (…) Ok… por favor venha rápido (…) – Ele quando acabou de falar desligou o telemóvel.
 Chegaram num instante ao esconderijo, esconderam o carro no estacionamento do esconderijo, que era um local fechado, uma porta automática no chão camuflada, tal como a da entrada, Arthur saiu do carro e foi pegar logo o Will desmaiado e o John e o Thomas o seguiram pelas escadas em caracol até à sala enquanto a mãe dos meninos desligava o carro e fechava as portas e foi ter com eles a seguir.
  Arthur deitou o Will no sofá comprido do meio da sala de frente à parede e ao plasma, e depois sentou-se no sofá do lado direito de onde o Will estava, e este sofá era de frente ao sofá do lado esquerdo com uma mesa no meio dos sofás, e Arthur sentou-se no meio do sofá do lado direito, e o John sentou-se ao lado do seu pai, do lado esquerdo enquanto o Thomas o seguindo sentou-se do lado direito do Arthur. Enquanto todos se sentavam, Marion tirou a sua espada e a sua capa e colocou no sofá do lado esquerdo.
   -Dá aí a tua capa e a tua espada por favor. – Pediu Marion com uma voz doce.
 Ele retirou a espada com cuidado para não esforçar e não piorar o ferimento e depois retirou a capa com a ajuda da sua mulher e lhe deu e colocou juntos às suas coisas no sofá esquerdo.
  -Fica à vontade. – Disse o Arthur e a Marion em sintonia para o Thomas e ele assentiu sorrindo.
  Então John e Thomas retiraram suas capas, a do John uma azul escura e a do Thomas um casaco branco manchado de sangue, levantaram-se e colocaram-nas junto às outras coisas no sofá do lado esquerdo e voltaram ao seu lugar.
  Todos ficaram em silêncio enquanto Marion se dirigiu à cozinha pelo longo corredor que estava decorado com fotos, do lado esquerdo as fotos desde o casamento de Arthur e de Marion até aquele dia, todas tiradas no mesmo dia especialmente para colocar na parede, no dia 20 de Julho, o dia do casamento, e todas as fotos da parede são um de cada ano e do lado direito as fotos da Vongoliora onde estavam todos os seus companheiros e amigos desde a entrada do Arthur, e a data de eleição é 25 de Maio que foi quando ele entrou e tal como as de família era uma foto por ano, e estavam ordenadas a formar uma onda.
  Ela preparou três pizzas, dividiu em oito partes e colocou no micro-ondas durante cinco minutos, pegou do frigorífico um pacote de Ice Tea de Pêssego de dois litros. Quando ouviu o micro-ondas a apitar na última pizza retirou e colocou num tabuleiro, juntou duas pizzas num grande tabuleiro e noutro grande tabuleiro juntou oito copos, a terceira pizza e o pacote de Ice Tea.
   -Eu ajudo. – Disse o Arthur que tinha chegado.
   -Não preciso, tens de ter cuidado.
   -Eu insisto. – Disse aproximando dela, lhe dando um beijo na testa e pegando no tabuleiro com os copos, com o Ice Tea e com a pizza.
  Foram juntos com tudo para a sala e colocaram na pequena mesa.
   -Sirvam-se, comam o que quiserem. – Falou Arthur que colocou Ice Tea num copo e numa fatia de pizza, sentou-se e comia devagar enquanto Marion ligava a televisão e estava a dar “Viagem ao Centro da Terra”. – Vocês não comem? – Perguntou aos meninos.
   -Não tenho fome. – Falaram ao mesmo tempo.
   -Conhecendo ele como conheço, ele não iria querer ver-vos assim, por isso comam antes que ele fique zangado com vocês. – Falou Marion.
  Os meninos acabaram por concordaram e foram buscar Ice Tea colocando num copo e pegando uma fatia cada um, a pizza era de cogumelos e voltaram para o lugar, Marion empurrou tudo do sofá esquerdo para trás para se sentar e ficaram a ver o filme para tentar distrair e não ficarem mais preocupados.
  O telemóvel do Arthur passados cinco minutos toca de uma mensagem recebida a dizer: “Estou aqui à porta”
     -Eles chegaram. – Falou o Arthur.
     -Eu vou. – Disse Marion em direção à porta pelo mesmo corredor mas em sentido oposto, pelo lado direito.
  Marion foi abrir a porta enquanto todos estavam na sala sentados, calados e a comer. Ela chegou à sala com o Sr.º Joseph e com dois médicos, estavam vestidos de branco, máscaras brancas, luvas brancas e com umas malas com todos os materiais necessário, um deles era alto, tinha cabelo preto para o lado direito e olhos azuis, outro era baixo com cabelo castanho-escuro e com olhos esverdeados.
     -Chegamos! Rafael cuida do Will, o menino feridos ali deitado no sofá, Vicent cuida do Arthur. – Enquanto o Sr.º Joseph dava indicações apontava para cada um deles para saberem de quem iam tratar.
  O homem alto de olhos azuis que ia cuidar do Will era o Rafael e o mais baixo de olhos esverdeados era o Vicent que ia cuidar do Arthur.
   Cada um deles dirigiu-se ao seu paciente, colocaram as malas no chão e abriram-nas enquanto Marion e o Sr.º Joseph pegavam uma fatia de pizza e um copo de Ice Tea cada um e sentaram-se no sofá do lado esquerdo.
   Rafael ajoelhou-se à frente do sofá tal como Vicent, retirou com cuidado a capa e a t-shirt do Will, cuidou da grande ferida e cozeu-a enquanto Vicent cuidava de Arthur que tirava a t-shirt com cuidado por causa da ferida do ombro e Vicent cozeu a ferida. John e Thomas correram até o Sr.º Joseph e até a Marion abraçando-os e escondendo a cara para não verem aquela cena, John abraçou a sua mãe e Thomas abraçou o Sr.º Joseph.
     -O Will teve sorte, não afetou nenhum órgão mas perdeu bastante sangue, qual o tipo sanguíneo dele? Quem tem o mesmo tipo sanguíneo que ele? – Perguntou Rafael levantando-se, virando-se e olhando para Marion.
     -O tipo sanguíneo dele é Opositivo como o Arthur. – Falou o Sr.º Joseph. – Eu antes de vir fui ver a ficha médica dos dois, já que vocês vão ao médico da Organização e então temos as vossas fichas. – Sorriu.
    -Os opostos atraem-se. – Disse Arthur a sorrir e Marion sorriu de seguida e todos ficaram confusos, dos miúdos, aos dois médicos e ao Sr.º Joseph. – Eu sou Opositivo e a Marion é O negativo. – Justificou e todos sorriram ao perceberem. – Podem usar meu sangue.
  Vicent fez a transfusão de sangue do Arthur para Will e quando acabaram, Arthur vestiu a t-shirt e o John correu até ao seu pai ao largar sua mãe e o abraçou. Deixaram o Will deitado no sofá e taparam-no com um cobertor lilás que tem sempre em cima do sofá para quando alguém tem frio enquanto está na sala.
      -Eles ficarão bem, só precisam descansar e não fazer esforços durante uns tempos. – Falou o médico que estava a cuidar do Will, o Rafael.
     -Claro que sim! – Falou Arthur a tentar enganar todos ainda com o John a abraçá-lo e Thomas ao lado de Marion e do Sr.º Joseph já a olhar para toda a sala.
      -Isto é sério Arthur! Estás ferido! – Falou Marion com um tom preocupado.
      -Mas no meu trabalho e nesta altura… não posso ficar parado! – Justificou-se Arthur.
   O médico Vicent levantou-se e virou-se para o seu chefe.
     -Chefe… na minha opinião e recomendação para um colega e amigo é que Arthur não deve esforçar-se muito, para além do ferimento do ombro e perder um pouco de sangue, fez uma transfusão de sangue para seu filho, neste momento está fraco e precisa de descanso! – Falou Vicent e inclinou-se um pouco para a frente com a mão aberta no lado do coração em sinal de respeito.
    -Tu ouviste Arthur. Eu como teu chefe te proíbo de trabalhar e de te esforçar! Antes de seres meu subordinado és meu amigo! Marion… não te importas que fique aqui com o Vicent para ter a certeza que eles dois não se esforçam e ficam bem? – Perguntou o Sr.º Joseph
     -Chefe… e quanto à base? Todos os outros que direi? – Perguntou Rafael.
     -Eu irei dar ordens daqui, mantenham-me informado e deem todos os relatórios, e acho que vocês sabem como fazerem isso.
    -Sim senhor! – Falou Rafael com respeito.
     -Então… que dizes Marion? Podemos? – Perguntou de novo o Sr.º Joseph.
     -Claro que podem! Até agradeço! – Falou Marion com um tom mais aliviado.
     -Então vou indo chefe, família Hale, Vicent, com licença. – Falou Rafael.
     -Claro Rafael, estás dispensado. – Falou o Sr.º Joseph.
     -Eu acompanho-o à porta. – Falou Marion.
     -Por favor. – Falou o médico Rafael.
  Marion acompanhou Rafael até à porta da entrada do esconderijo e enquanto isso o Sr.º Joseph, o Arthur, o John e o Thomas ficaram a falar, e o médico Vicent sentou-se ao lado do Arthur, e o John sentou-se ao colo do Vicent, pois era o seu médico preferido da Organização e davam-se muito bem.
    -Quem é este menino lindo? – Perguntou o Sr.º Joseph gentilmente.
    -Ele se chama Thomas Evan, o menino que o Will salvou, a sua família foi destruída pelo estúpido do Rei George! – Respondeu com uma voz furiosa e de nojo ao falar do Rei George.
    -O Will vai ficar bem? – Perguntou Thomas, sentado no sofá ao lado do Sr.º Joseph, ao médico Vincent, sentindo-se culpado.
     -Vai ficar ótimo, não te preocupes. – Falou o médico Vicent com confiança e Thomas sorriu.
   Quatro dias passaram normalmente, Arthur melhorou e começou a formar planos de ataque junto do Sr.º Joseph enquanto a Marion, o John, o Thomas e o médico Vicent estavam ao pé do Will ainda inconsciente.
  O Arthur e o Sr.º Joseph estavam na sala de reuniões/planeamento, uma sala grande, clara e bem iluminada, a sala era bem equipada, com uma grande mesa redonda de vidro resistente com treze cadeiras pretas de rodas, uma para cada chefe de cada divisão e outra para o chefe da Organização e nas paredes estavam as fotos de todos da Organização e eles estavam sentados do outro lado da sala junto à parede de frente para a porta a falar.
    -Arthur… quanto aquele miúdo que o Will salvou, o Thomas… naquele dia quando ele abraçou-se com medo a mim senti um grande poder vindo dele… - Falou o Sr.º Joseph.
    -Grande poder? Como assim? – Perguntou Arthur confuso e espantado.
    -Ele tem magia, o elemento água. – Respondeu. – Deve ser o destino conhecerem-se, ele e Will, o futuro Chefe salvar um rapaz do Elemento Água.
  Arthur ficou assustado e preferia que tudo o que estava a acontecer fosse um sonho mas sabia que não e que talvez fosse verdade seu filho querido fosse a chave junto com os Guardiões dos Elementos a contar com Thomas para parar o Rei George.
     -O Thomas vai ficar aqui tenha ou não magia, ele e meus filhos se dão bem e para mim assim já está bom, agora faz parte da família, o Will salvou-o arriscando-se assim por alguma razão foi. – Falou Arthur com confiança e com a esperança do mundo melhorar mas com receio por dentro por sua mulher, seus filhos e aquele menino que agora era parte da família que já perdera tanta coisa, e perguntava quando aquele sofrimento iria terminar.
 Nesse preciso momento alguém entra de repente e rapidamente com um rosto feliz, era o pequeno Thomas vestido com uma t-shirt azul clara, calças de ganga, meias brancas e todo despenteado.
    -O Will! O Will! Ele finalmente acordou! – Falou Thomas muito feliz.
  O Sr.º Joseph e Arthur, ambos vestidos de fato preto com o brasão da sua amada Organização foram a correr junto com o Thomas pelo grande esconderijo, desde o antepenúltimo andar até ao segundo andar, e ao de longe já se ouvia o Will a gritar: “Não quero estar parado, quero brincar com o John e com o Thomas! Tenho fome!” e o Thomas a ouvir aquilo deu um grande sorriso e então finalmente chegaram à sala e viram o John, a Marion e o médico a tentar impedi-lo de mexer-se e quando o Will os viu parou ficando deitado no sofá.
    -Por favor Sr.º Joseph, Arthur, metam juízo na cabeça do Will, ele não nos ouve. - Falou Vicent
    -Olá Will ainda bem que já acordaste, fico feliz em ver que estás bem. – Falou o Sr.º Joseph.
    -Sr.º Joseph! Pai! – Disse o Will muito feliz ao vê-los. – Thomas, há pouco saíste a correr, pelos vistos chamar eles, que não tive oportunidade de dizer… que bom que estás bem e que ficaste connosco, bem-vindo! – Disse O Will ao rapaz que salvara, ao Thomas, com uma cara simples, sinceridade e feliz e Thomas respondeu da mesma forma… com um grande sorriso cheio de confiança.
   -Chefe, o Will acabou de acordar, está fraco, não se devia mexer tanto. – Falou o médico Vicent que estava de pé à frente do Will para o seu chefe, o Sr.º Joseph.
 -Penso que ouviste Will nada de mexer ficas aí! O Thomas e o John não te irão deixar, e alguém te irá fazer algo para comer. – Falou o Sr.º Joseph para o Will que acabou por concordar.
   -Tive um sonho tão estranho! – Falou o Will.
 O Sr.º Joseph sentou-se ao lado do Will e o Arthur junto com o médico Vicent no sofá do lado esquerdo dele e os miúdos no sofá do lado direito do Will enquanto Marion tinha ido buscado algo para ele comer e quando chegou entregou uma canja quentinha a ele e sentou-se ao lado dos miúdos.
    -Queres contar? – Perguntou o Sr.º Joseph.
    -Quatro pessoas todas mulheres, vieram até mim, uma em forma de Fogo, outra em forma de Ar, outra em forma de Terra e outra em forma de Água a dizer que finalmente despertei os poderes em mim, que ofereciam a mim e para usar conscientemente para o bem, para lutar pela liberdade e a paz. – Explicou o Will.
   -Eu sabia que este momento chegaria… só não sabia que seria tão cedo. – Falou o Sr.º Joseph baixo mas todos conseguiram ouvir o que ele dissera.
   -Como assim? – Perguntou Marion confusa.
   -Aqueles que possuem magia, em certos momentos despertam os elementos existentes na Terra que tem em si, que os protetores dos elementos colocaram neles quando nasceram, e esperam até ao momento certo para aparecer porque até esse momento está adormecido. Existem estes quatro protetores para o lado do bem e para o lado do mal. E cada um dos quatro protetores dos elementos escolhem depois quatro pessoas à nascença para ter um dos elementos se for digno disso, e o destino cuida do resto. E como tinha dito há três anos atrás, o Will tem todos os elementos existentes e ao salvar o Thomas, uma coisa boa e com coragem, despertou-os e assim os protetores dos elementos apareceram-lhe. – Explicou o Sr.º Joseph.
   -Magia? Todos os Elementos existentes? Protetores? Eu? Ok, até eu sei que desenhos animados são irreais. – Falou o Will com ar despreocupado e com um olhar já sem dor.
    -Sim magia, e sim… TU Will. – Disse o Sr.º Joseph falando mais seriamente e com certezas na sua palavra. – Não és o único, o John também tem todos os elementos mas não os despertou ainda, o Thomas possui o elemento da Água e o destino vos juntou, e eu tal como tu e o John tenho todos os elementos e os despertei há muito tempo, tu és a pessoa mais nova a despertar os seus poderes.
    -Eu? Como sabe? – Perguntaram o Thomas e o John ao mesmo tempo.
    -A ti John e ao Will há três anos atrás e tu Thomas há 4 dias atrás, quando me abraçaram, eu consegui sentir os elementos de cada um, quem tem os quatro elementos, são o Tipo Raro, e para além de ter a magia rara dos quatro elementos se treinar, os seus sentidos ficam mais apurados e temos também o chamado o sexto sentido se o treinarmos bastante. – Falou o Sr.º Joseph.
   -Sexto sentido? – Perguntou Thomas confuso.
   -Intuição apurada. – Explicaram o médico Vicent e o Arthur ao mesmo tempo.
 O Sr.º Joseph ao ver que nenhum dos meninos acreditava levantou a mão direita, (porque quem é do bem usa a mão direita e do mal usa a esquerda) e mostrou cada elemento em forma de uma pequena esfera ou então fazia eles sentirem a magia. Primeiro o Fogo, ele criou uma pequena esfera de fogo e a sala ficou quente, depois criou uma esfera de Água, em seguida virou a palma da mão para baixo e fez o chão tremer e o cheiro a campo mostrando o elemento Terra e por fim elevou a mão bem alto com a palma da mão virada desta vez para cima e um ar fresco passou por eles, mostrando o elemento Ar.
      -Isto é todos... - Começou o John a falar espantado.
      -Os elementos existentes, isto é... - Continuou Thomas assustado ao ver aquilo.
     -Isto é... Magia! - Concluiu o Will perplexo e feliz ao ver aquilo que achava lindo.
     -Finalmente acredita, em mim! - Falou o Sr.º Joseph a sorrir.
     -Sim acreditamos! - Admitiram os meninos a sorrir.
  O Will depois de ver aquilo e voltar ao seu espírito normal, comeu a canja e quando terminou o Sr.º Joseph pegou e colocou na mesinha.
     -Quero tentar! - Disse o Will entusiasmado.
     -Ainda não... tens tempo, quando o John e o Thomas despertarem seus poderes eu vou treinar-vos juntos com os guardiões, meus amigos. - Disse o Sr.º Joseph e o Will acabou por aceitar, ele sempre respeitara aquela pessoa.
   Dias se passaram e os dias eram bastante normais e barulhentos, os quartos eram no terceiro andar, e o quarto do Will onde ele estava era a segunda porta à direita.
  Arthur e Vicent que para além de ser um excelente médico era um excelente guerreiro e muito amigo de Arthur, treinavam juntos com as suas espadas desembrenhadas, e com elas cruzavam-nas, defendiam-se e atacavam com elas, como um combate real, eles treinavam todos os dias das 9h às 19h, com pausa de 15 minutos a cada hora, com pausa para o lanche e para o almoço, e treinavam na sala de treinamento que era no último andar do esconderijo, para não haver muitos estragos, e Arthur enquanto não treinava fazia os planos de ataque e entregava ao Sr.º Joseph e o Vicent nessas horas em que não treinava ia fazer o John, o Thomas e o Will, a Marion arrumava tudo e preparava a comida e o Thomas e o John faziam companhia ao Will que estava deitado no seu pequeno quarto, com uma cama de solteiro ao lado da parede direita, uma televisão normal em frente, e ao seu lado uma secretária com um computador e uma cadeira, ao lado da parede oposta, um sofá pequeno e confortável, em cima uma foto de toda a família tirada no ano anterior todos formais mas com uma ar divertido e uma estante de livros pequena, e o Will estava sempre a resmungar que estava farto de estar deitado sem fazer nada e o Thomas e o John riam-se com o Will, e por último o Sr.º Joseph dava indicações à base e recebi as indicações, tudo parecia normal.
     Passados uns poucos dias, o Will já estava bom e os meninos já corriam pelo esconderijo todo, da sala do treinamento do último andar a interromper o treinamento do pai e do médico Vicent até ao segundo andar, até à sala.
    Numa noite silenciosa e assustadora, quando todos divertidos estavam a jantar um frango assado, batatas fritas, uma salada e coca-cola, ouvia-se a chuva a cair e com ela ecoava o choro de uma criança e um riso maléfico de um homem, então o Arthur, o Vicent e o Sr.º Joseph levantaram-se, pegaram nas espadas que tinham poisado ao lado das cadeiras e foram todos a correr pela porta de trás do esconderijo e quando saíram, devagar e silenciosamente fecharam a porta e apareceram ali, os três meninos à frente e os restantes atrás.
  O homem que torturava a pequena criança com o cabelo escuro e com um ar de irritado e de um olhar de desejo de vingança, era alto, de cabelo claro, e seus olhos também eram claros, ele metia medo, tinha uma espada, e seu olhar transmitia prazer ao torturar a criança indefesa.
     -PARE! – Gritou Will ao ver aquela criança a ser ferida.
     -Rei George! Tinha que ser o idiota de sempre! – Disse o Arthur um pouco irritado.
      -Não se pode fazer nada Arthur. Até parece que não sabes… Uns morrem outros ficam assim. Idiota uma vez, idiota para sempre. – Disse Vicent a rir com uma vontade de pegar na espada e espetar nele.
    -Deixa a criança em paz, George! – Disse o Sr.º Joseph seriamente.
 O Vicent, o Arthur e o Sr.º Joseph desembrenharam a espada e foram par a frente das três crianças e da Marion apontando-as para ele, e o Rei George riu-se.
    -Olha quem são…! Vongoliora! – Disse o Rei George ainda a rir. – Venham brincar! – Falou o Rei George e nesse instante quatro sombras vieram pelo meio das árvores destruídas, pelo meio da chuva e da escuridão daquela assustadora noite.
De repente o ar ficou pesado, e começou a formar-se uma grande bola de água da chuva no ar e a cair na terra que ficou descontrolada e o ar sufocante e a ficar sem oxigénio por causa do calor que se formou.
   As sombras que saíram daquela escuridão, apareceram e eram quatro homens assustadores, rodeados de cada magia a que lhes pertencia.
   O primeiro do lado direito rodeado pela magia do fogo, era um homem alto cabelo um pouco loiro e curto e olhos azuis, ele vestia uma t-shirt branca, calças de ganga, sapatilhas pretas, outro estava rodeado pelo ar e este era mais baixo, estrutura média, cabelo escuro, e olhos iguais, mas cheios de maldade, vestia uma t-shirt azul escura, calças de ganga, sapatilhas azuis escuras, outro estava envolvido pelo elemento terra e este era cabelo claro, olhos azuis mas com um olhar distante e cheios de desejo de matar, com barba e vestia uma t-shirt branca, casaco preto, calças de ganga e sapatilhas brancas e por último um homem envolvido pelo elemento água, e este era um homem de cabelo preto, olhos escuros como a noite que ameaça a vida, de t-shirt vermelha, calças de ganga e sapatilhas pretas, e todos com espadas e capas pretas.
   Todos caíram no chão fracos, sem oxigénio quase, exceto o Sr.º Joseph que estava a fazer um grande esforço, o Rei George que já estava um pouco habituado aquela magia e o pequeno Will que parecia bem, parecia conseguir controlar o ar à sua volta.
        -Muito bem chefe e pirralho, estou surpreendido! Aguentam-se bem! - Falou o Rei George ironicamente.
        -Que queres com tudo isto? O que pretendes com o sofrimento de inocentes?! - Perguntou o Arthur com um olhar  de sofrimento e o Sr.º Joseph acabou por cair.
        -Porquê?! O poder é tudo! EU SOU DEUS! Eu controlo a vida e a morte das pessoas! Neste mundo os fortes sobrevivem e os fracos morrem! É a lei da vida... E NINGUÉM pode mudar o destino e a verdade! - Falou o Rei George com orgulho ao falar.
    O John com as palavras que o Rei George disse a ecoar na cabeça, levantou-se furioso e com um olhar de ambição, por momento desejara ser Deus também e quis o matar para o ser.
      -Eu não vou morrer aqui! Eu sou forte, eu quero viver e quero muito mais do que sou agora! Não posso e nem vou morrer aquiiii! - Gritou John e os guardiões dos elementos do Rei George foram arrastados com força até às árvores e acabaram todos eles pelas ordens do Rei George por fugir.
  Todos se levantaram a custo, e Vicent foi até ao menino que acabara por desmaiar pelos ferimentos e aquele momento assustador, pegou nele ainda a tentar recuperar a respiração e foi com grande esforço até à entrada secreta do esconderijo junto com todos os outros.
   Dirigiram-se à sala e deitaram o menino no sofá do lado direito e Vicent tratou das feridas daquela pequena e indefesa criança, e os três meninos se atiraram no sofá do meio, sentido como todos os outros o seu corpo pesado e o Arthur, a Marion e o Sr.º Joseph se sentaram no sofá do lado esquerdo.
     -Parabéns John! - Disse o Sr.º Joseph a custo e a sentir-se fraco como todos os outros.
    -Pelo quê? – Perguntou John a respirar a custo.
    -Despertaste a magia que tinhas em ti! – Respondeu o Sr.º Joseph e John sorriu em resposta.
    -Depois eu festejo! – Disse John
     -Tens razão John… depois festejamos por vocês dois… Mas agora… Mais importante, Joseph, porquê também ficaste neste estado? O teu poder é enorme, como não conseguiste? – Perguntou Arthur também com dificuldade e confuso.
    -Não sei… aqueles são novos guardiões, os das terceira divisão da Vongoliora descobriram que o Rei George arranjara novos guardiões e mais fortes que os anteriores, o que deve ter sido difícil já que é raro quem tenha algum elemento, e então matara os antigos, mas…. Nunca pensei que fossem tão fortes…!  Acho que nem eu posso derrota-los.
     -Como é que o Will conseguiu resistir? – Perguntou Marion já um pouco melhor e menos ofegante.
     -Porque ele tem um grande poder dentro dele. – Respondeu o Sr.º Joseph.
     -Se nem tu consegues derrota-lo… que iremos fazer agora? Como iremos cumprir o nosso objetivo e trazer a paz? – Perguntou Vicent também já a conseguir respirar e de tratar das feridas do menino, e que se tinha sentado no chão.
     -Simples… confiando o futuro no próximo chefe da Vongoliora que me irá suceder e que provou hoje de novo ter um grande poder capaz de derrota-lo e que posso confiar nele. – Respondeu o Sr.º Joseph.
     -Quem é essa pessoa? – Perguntou o Thomas já a ofegar menos.
     -Não devia dizer, era só quando fosse a altura certa mas… - Começou o Sr.º Joseph a responder e olhou para o Arthur.
      -O Will! – Concluiu o Arthur.
   A sala ficou num silêncio assustador de admiração, de medo e de preção pelo mundo, ficar nas mãos de uma criança pequena.
    O Will ficou perplexo e a pensar olhando para todos: “Como irei conseguir trazer a paz e a liberdade, se o Sr.º Joseph não conseguiu até agora e nem conseguiu derrotar aqueles homens? Estarei à altura? Eu tenho medo… “
        -Will… quando morrer irei confiar a Vongoliora e o mundo a ti… Se morreres ou se negares, tudo irá desaparecer contigo, concordas em me suceder? Estás pronto para este caminho? – Perguntou o Sr.º Joseph ao Will com ar de compreensão se ele rejeitasse mas com o desejo de ouvir uma resposta positiva.
        -Aceito! – Falou o Will com certeza na voz, ele queria salvar o mundo, ele queria a paz e a liberdade, para não acontecer mais nada de mal a inocentes como o Thomas e aquele menino.


                                                        Capítulo III

  Todos ficaram em silêncio e mais aliviados de todo o terror que passaram naquela horrível noite.
  O menino que estava ali deitado no sofá, cansado e com as feridas já com o tratamento do médico Vicent, começou a acordar minutos depois, começou a abrir os olhos bem devagar e olhar para todas aquelas pessoas com estranheza e desconfiança.
    -Quem são vocês?! Porque me salvaram?! – Perguntou o menino desconfiado e confuso tentando se levantar mas por causa das feridas o Vicent o colocou para trás deitado.
    -Calma… estás bastante ferido, não te esforces demasiado… Começando com as apresentações então… eu chamo-me Joseph, o que está sentado à tua frente no chão é o Vicent, este senhor e esta senhora ao meu lado são o Arthur e a Marion Hale, e aqueles três meninos da esquerda para a direita são o John Hale, o Will Hale e por fim o Thomas Evan que tal como tu foi salvo por esta família e todos nós pertencemos à Vongoliora sendo eu o chefe. – Respondeu o s.º Joseph, apresentado todos e apontando para cada um enquanto falava.
     -Prazer, eu sou o Eric Knight, e sim por acaso conheço a Vongoliora, já ouvi falar deles, porque me salvaram? – Perguntou o menino que se acabara de apresentar, o Eric ainda desconfiado e com medo.
    -Porque és só um menino! Não deves ficar no meio desta guerra, crianças ainda não podem decidir o que querem, suas escolhas ou o destino, por isso por enquanto tem de viver! E… não queria dar o prazer ao Rei “Estúpido” George de torturar uma pobre criança inocente e indefesa. – Respondeu Arthur a sorrir.
    -Posso ser muita coisa, mas inocente e indefeso é que provavelmente é que eu não sou. – Falou Eric baixo, ou assim pensava e então todos o ouviram.
    -Como assim? – Perguntou Marion com a sua voz doce mas um pouco confusa.
    -É complicado… Eu já matei muitas pessoas inocentes mas… Eu não queria! Eu juro que não queria! Fui obrigado! – Respondeu o menino justificando-se e todos ficaram perplexos.
    -Conta… Eu tenho a certeza de que estás a ser honesto de não teres culpa, e sinto que estás arrependido mas… Gostaria de saber a tua história, pode ser? – Pediu o Will compreensivo.
  A sala ficou em silêncio com o que aquele menino dissera e como o Will reagira, porém o Sr.º Joseph sorriu, pois percebera o que vinha no coração do Will, pois sentia o mesmo e então pensou: “Fiz mesmo bem em escolher o Will, ele tem o sexto sentido, o quinto elemento, bem apurado, talvez melhor que eu!”
     -Meu pai era o guardião do Elemento Fogo mas quando o Rei George arranjou Guardiões novos e melhores, matou os antigos... incluindo meu pai e como vi aquela cena fugi mas fui apanhado e tentaram matar-me mas vocês apareceram e impediram isso. - Disse o Eric no meio naquele silêncio.
     -Mas podes explicar melhor? Tudo? Incluindo as mortes que causaste... por favor... não quero julgar sem saber e se desabafares podes ficar mais aliviado... faz mal guardares esses sentimentos dentro de ti... ainda explodes! - Pediu o Will com um lindo sorriso.
      -Mas... Porquê queres saber? Porquê estás preocupado comigo e com meus sentimentos? - Perguntou o Eric confuso.
       -Chama-me louco se quiseres mas... confio em ti, não sei porquê mas acredito em ti, sinto-te como amigo. - Justificou o Will com o seu sorriso sincero.
       -Conta-nos a tua história Eric, por favor. - Pediram reforçando a ideia do Will o Sr.º Joseph e o Arthur em sintonia.    
    O pequeno Eric acalmou e sorriu quando ouviu o que todos lhe diziam, olhou para cima e fechou os olhos começando a falar do seu passado enquanto aqueles momento remotos de tristeza, sangue e escuridão lhe invadiu a mente ao se recordar do passado horrendo, o que o levava a um local escuro, sujo e fechado.
    Eric começou a falar e sua mente o levou para quando ele tinha quatro anos, quando era muito mais pequeno, com muito mais cabelo e era escuro, com roupas pretas rasgadas e descalço, sentado num canto de uma pequena sala suja, escura e vazia de chão muito duro, e então aquela porta à sua frente que o separava do mundo e lhe tirava a liberdade abriu com um som irritante devido à ferrugem e entrou um homem alto, careca, de fato preto e espada à cintura com um ar tenebroso, e o som dos sapatos pretos a bater no chão era muito forte e assustador que ele se encolhia todo, o homem pegou bruscamente pelo braço de Eric levando-o até a uma grande sala muito bem decorada, o oposto do local onde ele sempre estivera, era muito rico, cheio de coisas brilhantes, muitas janelas com vista para um grande jardim, um chão brilhante, tudo do melhor, e ao fundo, depois de três degraus, quatro pequenos tronos de tamanho médio para os guardiões dos elementos e entre os tronos uma grande poltrona onde estavam os quatro antigos guardiões dos elementos agora mortos com máscaras e de fato preto e o Rei George com um fato preto mas melhor arranjado com seu ar de convencido e horrível como sempre e o homem que levava o Eric o fez rastejar até às escadas ficando de joelhos e com a cara no chão.
     -Despertaste teus poderes… os poderes da nova geração… tal como teu pai, tens o elemento Fogo… Vais começar a ser treinado! Agora podes voltar para o teu quarto! VAI! – Disse o Rei George com um sorriso de satisfação ao ver Eric sofrer.
     -Não quero voltar!!! Não tenho cama, durmo num chão duro, está tudo sujo, dói-me o corpo todo! Só tenho um pão e um copo de água por dia! Estou fraco demais, mesmo que quisesse treinar não posso no meu estado atual, estou fraco, não aguento mais, quero ser livre eu quero ver o mundo, e tu pai… Porquê fazer isto ao teu próprio filho? Porquê?! Eu sou um humano! Não sou um animal com o qual podem brincar! – Falou Eric já fraco, triste e desesperado com aquele tipo de vida, olhando para todos sem saber quem era o pai, a pessoa que o teve mas nunca teve a preocupação de o conhecer.     
      O Rei George sorriu com a satisfação de torturar o Eric e pegou pela t-shirt dele fazendo-o não conseguir tocar no chão e por dentro começou a entrar em pânico, estar com medo de estar nas mãos daquele homem, daquele assassino.
        -És corajoso em desafiar-me, admiro isso, mas não voltes a fazer isso para o teu próprio bem! Belo filho que arranjaste Rick, muito bem… - Disse o Rei George com um sorriso malvado. – Realmente… para treinares e lutares, precisas de força para não morreres tão facilmente até encontrar outros guardiões não podes morrer… leve-o para o quarto do segundo andar, o quarto 2B. – o Rei George o atirou para o chão bruscamente e o pisa, e vai sentar-se na sua poltrona enquanto o homem careca o pegava e colocava-o ao ombro com a cabeça virada para a frente.
    Eles foram por grandes corredores e um elevador, tudo muito bem equipado e muito belo, grandes quadros/retratos, flores, grandes vasos, tapetes vermelhos limpas, até que chegaram a uma porta que tinha “2B”, o homem abriu-a e lá dentro estava uma mulher tudo parecia branco e só via a linda mulher, com uma bela pele brilhante, um vestido até aos joelhos azul-escuro, cabelo castanho-escuro ondulado, olhos esverdeados, e o homem o atirou para dentro do quarto, acabando por ficar caído no chão e o homem fechou a porta com muito forte fazendo um grande barulho.
    A senhora abaixou-se à frente de Eric esticando a sua mão a ele e por algum motivo aquele sorriso era quente, aconchegante e familiar, era a primeira vez que alguém o fez sentir bem, com tanto carinho e simpatia, então… Ele agarrou aquela mão abraçou-se a ela e desmaiou nos braços dela que o levou à cama grande e macia, o deitou e o tapou.
     Passadas algumas horas, mais ou menos 16h, do dia 22 de Dezembro do ano de 1999 o menino acordou, sentou-se na grande cama e olhou à volta, o quarto era enorme, com cinco grandes janelas com vista para umas grandes e lindas montanhas, nas paredes havia quadros, do lado direito dele e à sua frente havia dois armários grandes, um espelho do lado esquerdo e do lado direito ao lado da cama, uma cómoda com uma jarra e um copo de água, em frente dele, na parede estava uma espada, havia duas portas, a da esquerda por onde viera que dava ao corredor e a da direita que o levava à casa de banho.
     A linda senhora que estava lá quando foi atirado bruscamente lá para dentro e que o tratara com bondade e que tinha um sorriso acolhedor, estava ali de pé do lado direito dele com o mesmo sorriso sincero e belo de antes, o que o fazia sentir-se bem.     
         -Olá Eric, ainda bem que já acordaste, já estava a ficar preocupada. – Falou a senhora.
         -Olá… senhora… desculpe mas não sei seu nome. – Falou Eric muito quieto.
         -Chamo-me Elena! – Disse a senhora apresentando-se.
         -Prazer senhora Elena! – Falou Eric feliz e com um grande sorriso que Elena retribuiu.
   Os dias foram passando e Eric estava sempre ocupado a treinar e a praticar magia na grande sala de treino junto de todos os guardiões, incluindo o pai, mas todos eles tinham sempre máscaras pretas, e quando acabava o treinamento, e chegava ao quarto encontrava aquela linda e gentil senhora, a Elena, que o esperava e depois brincava com ele, reconfortava-o, mimava-o.
     Um dia o fim dessa felicidade infelizmente chegou, o dia em que o Rei George mandou Elena e Eric para o grande salão de joelhos, para o teste final de Eric, o teste de lealdade ao Rei.
        -Estás pronto para o teste final Eric? – Perguntou o Rei George com o seu ar tenebroso mas Eric ficou em silêncio. – O teu teste vai ser, matar esta mulher ao teu lado, eu sei que se dão bem, a relação entre mãe e filho é lindo não é? Principalmente quando acabamos de descobrir a verdade e está prestes a estragar o reencontro lindo! Vamos tornar as coisas mais divertidas, ou matas esta mulher, a tua mãe, ou matas a ti! Escolhe!
   Eric ficou assustado e surpreendido, seus olhos refletiam seus medos, seus sentimentos, aquela mulher era sua mãe! E estavam a pedir-lhe para matar a pessoa que mais amava e que agora descobrira ser sua mãe! Eric olhou para Elena, a sua mãe com muito medo e ela retribuiu com um olhar de carinho de mãe, e o pai do Eric levantou-se e por baixo da máscara via-se lágrimas a cair.
       -Rei George, meu mestre, pode fazer o que quiser comigo, mas por favor, não mande meu querido filho matar a própria mãe, a pessoa que sempre amei e que amo! E nós combinamos que o iria servir até ao fim, que lhe emprestaria meus poderes, afastar-me-ia de Elena e do Eric e que ele nem veria a mãe se significasse ficarem ambos vivos e que não sofressem! – Falou Rick.
       -Uma coisa que aprendes nesta vida é… nunca confies em ninguém! Para enganar teus inimigos, primeiro tens de enganar teus amigos, e parece que eu o fiz bem. Agora cala-te e observa! – Falou o Rei George virando um olhar de satisfação a Rick.
    Rick acaba por se sentar e com a mão à cabeça, caindo lágrimas pelo rosto, vendo que não podia fazer nada, se ele se mexe-se não era só ele que morreria, mas sim seu filho e sua mulher que tanto amava pelas mãos dos outros Guardiões e de todos os guardas à volta do salão.
      -Não se preocupem comigo, Rick… Eric… - Disse Elena e ambos olharam para ela com um olhar triste e ambos a chorar. – Perdoa nosso filho Rick, ele não tem culpa, toma conta dele por favor.
   Rick acenou com a cabeça de forma a dizer “sim”, enquanto Eric abraçou-se com força à sua mãe Elena, e Rick foi a correr abraçando sua família, seu amado filho e sua linda mulher que tanto amava e afastou-se.
       -Perdoa-me por isto chegar a este ponto, para pagar a dívida de meu pai… eu… não consegui proteger vocês, perdoa-me! – Falou Rick.
      -Não faz mal, podes redimir, protegendo o Eric. – Disse Elena.
      -Assim farei! – Disse Rick.
   Elena pegou na espada de Rick que ele trazia sempre à cintura e deu a Eric que acabou por pegar nela.
      -Não… eu não posso fazer isso! – Falou Eric olhando para a sua mãe a chorar e agarrado à espada.
       -Eu amo-te muito mesmo Eric, e se não fizeres isso e se não viveres não te perdoo! Eu quero que vocês vivam, por favor Eric. – Disse Elena pegando na lâmina da espada e apontando ao seu coração. – Fecha os olhos e empurra Eric.
      -Eu amo-te mãe! Perdoa-me! Eu prometo ficar vivo por nós! – Disse Eric fechando os olhos, e Rick fez o mesmo, e então Eric por fim empurrou a espada, cravando no coração de Elena.
   Eric puxou a espada para fora quando a cravou, chorando e abraçando-se à sua mãe agora a escorrer sangue, e a cuspir sangue pela boca, mas sempre com um lindo sorriso, e com a mão direita cheia de sangue, agarrou as mãos das duas pessoas que mais lhe eram importantes, seu marido e seu filho acabando assim por morrer nos braços de quem amava.
      -Um final digno, nos braços de quem amava! – Falou ironicamente o Rei George.
  Eric cada segundo que ouvia o Rei George a rir, cada segundo que sentia o corpo da mãe a ficar frio, cada segundo que via o sangue a sair do corpo da mãe, cada segundo que via sua mãe morta, sem pulsação e com o olhar sempre alegre, ficava com mais raiva e apertava a mão do seu pai e de sua mãe agora morta e Rick fechou os olhos de quem amava profundamente.
      -Eu vou matá-lo! – Disse o Eric baixinho e com uma voz de irritado.
       -Calma filho, agora não, estamos em minoria, teremos nossa oportunidade e nos iremos vingar, isso se garanto! – Falou Rick baixinho para o seu filho que respondeu acenando com a cabeça “sim”.
       -Afasta-te do Eric! – Ordenou o Rei George a Rick.
       -Não! – Respondeu Rick levantando-se de mãos dadas a seu filho, ambos encharcados do sangue da pessoa que amava e que estava agora ali morta no chão.
       -Estás a desobedecer?! – Perguntou Rei George a rir.
       -Não, simplesmente o acordo foi desfeito, minha mulher foi morta e meu filho já sofreu bastante, agora vou estar com ele. – Falou Rick com confiança e lealdade na sua palavra.
       -E o teu trabalho? – Perguntou o Rei George ainda a sorrir.
       -Ele irá fazer comigo! – Respondeu Rick.
      -Muito bem… aceito! Talvez ele aprenda alguma coisa! Estão todos dispensados! – Falou o Rei George e todos saíram da sala.
    Eric e Rick iam a sair com uma cara furiosa e agora de proteção um pelo outro, era o começo da jornada da vingança. Ter a confiança do Rei e matá-lo por trás, sem falar, já tinham isso em mente, já sabiam o que fazer, e assim se dirigiram ao quarto de Eric e sentaram-se na cama ainda encharcados de sangue.
   Pela janela via-se fogo, e ambos foram ver o que era e viram Elena a ser queimada naquele fogo, Eric agarrou-se furioso ao seu pai a chorar acabando os dois por cair no chão sentados, com sua alma cheia de ódio e tristeza.  
    Os dias foram passando, e as missões de pai e filho foram aumentando, mais mortes, mais sangue, invadiam grandes lugares públicos e matavam muita gente inocentes, de idosos e a crianças sem piedade só com uma ideia na cabeça… Vingança.
   Um dia à noite quando o Rei George encontrou Guardiões novos e excelentes mandou matar os antigos incluindo Eric e Rick. Quando iam a fugir de mãos dadas pela grande mansão do Rei George viam tudo cheio de sangue e corpos até que foram apanhados pelo Rei George que pegou o Eric pelo pescoço e o Rick foi contra o Rei George fazendo o Eric livre.
       -Vai! Ser livre e feliz! – Disse sendo agarrado pelo Rei George que sorria.
       -Não pai! – Disse o Eric no chão caído.
       -Por mim e por tua mãe! Nós sempre desejamos que fosses feliz e livre! Vence! Traz a liberdade ao nosso mundo! – Disse o Rick quando o Rei George o começou a esfaquear por todo o corpo.
        -Pai… eu não quero perder-te também! – Disse o Eric desesperado ao ver aquilo.
        -Promete! Só assim posso ir em paz. – Falou Rick com calma.
        -Prometo. – Disse Eric cabisbaixo.
    Rick com tantos ferimentos e o sangue perdido, e o esforço para ouvir aquela promessa acabou por morrer e atirado e abandonado ali no chão agora vermelho vivo de Rick e de outros guardas.
    Eric desesperado e querendo cumprir a sua promessa começou a correr e a correr, correu pela cidade, pelas florestas e pelos campos a ser perseguido pelos quatro novos Guardiões e o Rei George durante três dias e três noites, até ser apanhado e torturado mas aí uma esperança apareceu no fundo do seu coração por perder a confiança nas pessoas… Três rapazitos e três adultos que lhe fizeram pensar “Vão me ver a sofrer? A morrer? Como toda a gente! Desprezíveis! Os Humanos são lixo!”, mas quando ouviu cada palavra deles sorriu e desmaiou.
   Ele voltou ao tempo original e abriu os olhos olhando para todos eles que pareciam em choque e com um ar pesado, quando o Will levantou caminhado até onde o Eric estava deitado, quebrando aquele ar, ajoelhou-se e pegou na mão dele.
     -Eu não consigo imaginar o que passaste… para mim é difícil porque tenho sorte nisso… mas… agora tens amigos se quiseres! Tens gente do teu lado com o mesmo objetivo! Matar o Rei George e trazer a paz e a liberdade ao mundo! Todos nós desejamos isso… e se quiseres podes fazer parte desta família também.
   O olhar e Eric iluminou-se… parecia feliz, com uma nova esperança, que o fez mudar sua maneira de pensar e de agir e sorriu abraçando o Will.
     -Aceito! Obrigado Will!
     -E se quiseres, podes ser o próximo Guardião do Fogo da Vongoliora! E tu da Água Thomas. Aceitam? O Chefe será o Will. – Perguntou o Sr.º Joseph.
     -Aceito! – Responderam os dois em sintonia.
   O John estava sentado calado com um sorriso como todos mas por dentro continuava a pensar nas palavras de Rei George, ele tinha inveja, queria tudo o que pudesse… poder, fama, dinheiro, queria ser melhor que o Will! Queria ser o melhor e esse desejo espalhou-se por ele, mas continuou calado à espera de uma oportunidade. Uma oportunidade de matar seu irmão que invejava e de ocupar o lugar do Rei George e finalmente ter poder e controlar o mundo e ter a vida das pessoas em suas mãos onde todos o tinham de obedecer.

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